Se você é administrador ou gerente de um prédio com elevadores, sabe que muitos fatores afetam o bom funcionamento desses equipamentos. No mundo da gestão predial, há uma linha tênue e fundamental entre a manutenção preventiva (planejada e econômica) e a manutenção corretiva (emergencial e onerosa).
A manutenção corretiva é o resultado direto de falhas inesperadas, desgastes não monitorados ou, mais frequentemente, de práticas inadequadas dos usuários, que provocam incidentes e resultam em reparos ou paralisações do serviço.
A Otis entende que o seu papel é garantir a máxima disponibilidade e segurança dos ativos. Por isso, este artigo apresenta cinco práticas que devem ser evitadas para transformar a gestão de riscos em tranquilidade operacional.
A manutenção corretiva ocorre depois da falha, enquanto a preventiva é realizada antes que ela aconteça. Na teoria tudo parece simples, mas, na prática, muitas organizações optam pela corretiva por parecer menos onerosa no curto prazo. Essa escolha costuma resultar em custos mais altos no médio prazo: reparos emergenciais têm preço elevado, causam indisponibilidade e, em casos graves, podem trazer riscos à segurança e responsabilidades legais.
Uma gestão técnica eficaz combina manutenção preventiva (rotinas planejadas) com estratégias preditivas (monitoramento por condição). O objetivo é reduzir a taxa de chamadas corretivas, aumentar MTBF (tempo médio entre falhas) e controlar OPEX.
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Um elevador silencioso é um elevador saudável. Um dos principais erros que um administrador pode cometer é ignorar ruídos ou tremores que aparecem ao longo do tempo. Nunca ignore esses sinais: esperar só aumenta o risco e o custo do reparo.
Sons como chiados, batidas ou vibrações podem ser indicadores de anomalias, desajustes ou desgaste de peças mecânicas. Esses sinais sugerem:
Esperar uma falha completa para acionar a manutenção corretiva não somente aumenta o custo do reparo, mas também eleva o risco de segurança para os usuários e o tempo de inatividade do equipamento.
A sobrecarga é um problema comum em edifícios residenciais e comerciais, quando os elevadores são utilizados para transportar objetos que, ao serem acumulados, podem exceder a capacidade máxima do equipamento.
Esse mau uso frequentemente causa danos mecânicos e elétricos, que por sua vez podem provocar paradas bruscas ou travamentos. Os principais componentes afetados são:
É essencial que o síndico ou administrador fiscalize e conscientize os moradores sobre o respeito ao limite de peso e, sempre que possível, utilize elevadores de carga, além dos de passageiros, para evitar a necessidade de manutenção corretiva.
Portas e botoeiras são os componentes com maior interação dos usuários e, por isso, os mais vulneráveis a danos.
Abrir ou fechar as portas manualmente ou de forma inadequada pode causar movimentos irregulares e lentidão na resposta. Portas automáticas são projetadas para abrir e fechar com precisão. Qualquer intervenção física — como segurar, forçar ou empurrar — desajusta seus mecanismos e aumenta a chance de manutenção corretiva.
A regra é clara: se a porta não está abrindo, há um problema que deve ser resolvido por um técnico, e não pela força.
Luzes que piscam, apagam-se inesperadamente ou não funcionam corretamente podem ser indícios de falhas no sistema elétrico da botoeira ou no painel de controle.
As causas podem incluir contato com líquidos, uso inadequado de produtos de limpeza, impactos ou a clássica insistência em apertar botões repetidamente. Danos ao painel comprometem a comunicação e a segurança do sistema elétrico.
A manutenção corretiva também pode ser evitada com orientações claras sobre o uso do equipamento, especialmente para crianças e tutores de animais de estimação.
É importante incentivar o cuidado com os equipamentos por parte de todos os moradores, reforçando a importância de zelar pelos elevadores.
A manutenção corretiva é cara, estressante e impacta diretamente a reputação do seu empreendimento. A maneira mais eficaz de evitá-la é por meio de uma vigilância constante por parte do administrador e de uma parceria técnica de confiança.
Se você observar usos incomuns do elevador, é melhor solicitar uma visita técnica ou manutenção que permita detectar danos, fazer os reparos preventivos com peças de reposição garantidas, que assegurem o bom funcionamento dos seus elevadores.
Nossa equipe especializada em manutenção multimarcas pode ajudar você a manter a eficiência e o funcionamento adequado de elevadores, escadas rolantes, esteiras e rampas elétricas.
Entre em contato com a Otis e agende uma avaliação técnica. Transforme a manutenção corretiva em estratégia preventiva.