Qual o tamanho de um elevador? Entenda as dimensões

Janeiro 2026

Para arquitetos, engenheiros e incorporadores, o planejamento do sistema de transporte vertical é uma das etapas mais críticas de um novo empreendimento. Definir o tamanho do elevador não é apenas uma questão estética ou de conforto, é uma decisão que envolve normas técnicas rigorosas, cálculo de tráfego e otimização do espaço útil da edificação.

Um projeto bem dimensionado garante o fluxo eficiente de passageiros, evita filas nos horários de pico e assegura que o edifício esteja em total conformidade com as leis de acessibilidade. Neste artigo, vamos explorar as dimensões dos principais tipos de elevadores e o que você precisa considerar para integrar essa tecnologia ao seu projeto de forma inteligente.

O que determina a dimensão de um elevador? 

O tamanho do elevador é determinado por uma combinação de fatores técnicos e funcionais. Antes de consultar as tabelas de dimensões, é preciso entender os três pilares que regem essa escolha:

Capacidade de carga e lotação 

A capacidade nominal (medida em quilogramas) dita a área útil mínima e máxima da cabina. Por exemplo, um elevador para 6 passageiros (450 kg) requer dimensões diferentes de um elevador para 13 passageiros (1.000 kg).

As normas brasileiras estabelecem uma relação direta entre a área do piso e a carga permitida para evitar que o excesso de pessoas comprometa a segurança mecânica.

Leia também: Entenda a nova norma para elevadores

O cálculo de tráfego 

Estudo técnico regido pela norma ABNT NBR 5665 que determina os requisitos mínimos para dimensionamento de elevadores no edifício.

O cálculo considera a população estimada do edifício, número de pavimentos, percurso, tempo de espera aceitável, abertura de porta, capacidade e velocidade da cabina.

Garantindo conforto, eficiência e segurança aos usuários e evitando superdimensionamento ou subdimensionamento para a construtora, contribuindo para o equilíbrio ideal entre investimento, desempenho e durabilidade dos equipamentos e conforto e fluidez no fluxo diário.

Acessibilidade (NBR 16858-3)

A norma de acessibilidade estabelece requisitos para garantir que os elevadores possam ser utilizados de forma segura, independente e inclusiva por todas as pessoas, incluindo aquelas com deficiência. De forma geral, devem assegurar os seguintes aspectos:

  • A circulação adequada de pessoas que utilizam cadeira de rodas ou qualquer dispositivo de apoio;
  • Elementos de comando acessíveis como botoeiras internas e externas posicionadas em uma altura correta e com indicação tátil;
  • Sinalização clara;
  • Informações sonoras e visuais;
  • Portas automáticas seguras com abertura e fechamento controlado
  • Além de ambiente interno inclusivo, com corrimão e iluminação adequada. 

Tudo isso reforça a importância de projetarmos ambientes verdadeiramente acessíveis e alinhados às melhores práticas de mobilidade e segurança.

Clique no banner para acessar o material completo da Otis sobre acessibilidade em elevadores:

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Dimensões padrão: guia prático por tipo de uso 

Embora a Otis ofereça soluções customizáveis, há dimensões padronizadas que orientam as etapas iniciais de qualquer projeto arquitetônico.

Elevadores residenciais 

Para edifícios residenciais, o foco costuma ser o equilíbrio entre o tamanho do elevador e o espaço disponível para as áreas comuns.

  • Capacidade de 8 passageiros (600 kg): padrão mínimo de acessibilidade, com dimensões de 1,10m de largura e 1,40m de profundidade. Esse tipo de cabina acomoda um usuário com cadeira de rodas e um acompanhante.
  • Tamanho do poço: para uma cabina desse porte, o projeto deve prever um poço (caixa de corrida) de em média1,60 m por 1,80 m, dependendo das especificidades do projeto e das demais características do elevador.

Elevadores comerciais e de escritórios

Edifícios corporativos geralmente demandam cabinas mais robustas para acomodar o fluxo intenso de funcionários e visitantes.

  • Capacidade de 10 a 13 passageiros (800 kg a 1.000 kg): são exemplos de capacidade para torres comerciais. As cabinas podem ter dimensões de 1,35 m x 1,40 m ou formatos mais largos, como 1,60 m x 1,40 m, dependendo da necessidade do edifício, desde que mantenham área mínima exigida para cada capacidade
  • Largura de porta: em ambientes comerciais, portas de 900 mm a 1100 mm são recomendadas para atender o cálculo de tráfego e permitir a fluidez do embarque e desembarque, otimizando o tempo total de viagem.

Elevadores para macas (hospitais e clínicas) 

Em ambientes de saúde, o tamanho do elevador é ditado pela necessidade de transportar macas com pacientes e profissionais de suporte.

  • Dimensões mínimas normativas: a cabina deve ter profundidade mínima de 2,20 m com largura de 1,20 m, permitindo a entrada livre da maca e de acompanhantes. O sistema de portas deve ser automático e deve ter uma largura mínima de 1,1 m.

Otimização com a tecnologia Gen2™ Otis 

Um dos grandes diferenciais da Otis para o mercado de novos edifícios é a capacidade de oferecer cabinas espaçosas em poços reduzidos. As linhas Gen2™ Comfort e Gen2™ Light Plus utiliza cintas de tração em vez de cabos de aço convencionais.

Por que a tecnologia de cintas faz diferença? 

Como as cintas de aço revestidas de poliuretano são significativamente mais flexíveis que os cabos, as polias de tração podem ser menores. Isso permite o uso de máquinas de tração compactas que, muitas vezes, dispensam a casa de máquinas.

Elevadores sem casa de máquinas (MRL) 

Ao optar pelo modelo sem casa de máquinas, o incorporador ganha metros quadrados valiosos no topo do edifício. Todo o equipamento é instalado dentro do próprio poço, apoiado nos trilhos. Isso significa que o tamanho do elevador que você vê por dentro não exige uma estrutura massiva e aparente por fora.

Planejando o poço e a caixa de corrida 

Muitos arquitetos concentram-se apenas na cabina, mas o tamanho do elevador depende intrinsecamente do espaço técnico necessário ao redor dele.

  • Folgas laterais: é necessário espaço para os trilhos-guia e para o contrapeso.
  • Última altura e fundo do poço: além da largura e profundidade, o projeto deve considerar a "última altura" (espaço entre o último andar e o teto do poço) e o "fundo do poço" (espaço abaixo do nível do primeiro andar). Esses vãos técnicos são fundamentais para a segurança dos técnicos de manutenção e para a instalação de amortecedores.

Erros comuns ao definir a dimensão do elevador 

Evitar retrabalhos é uma prioridade na construção civil. Veja os pontos onde mais ocorrem falhas no planejamento:

Ignorar a espessura das paredes do poço 

É comum confundir a medida livre do poço com a medida de eixo a eixo das vigas. Certifique-se de que a medida prumada interna seja preservada.

Não considerar o transporte de mobília

Embora um elevador de 8 pessoas atenda à norma, ele pode se tornar um limitador para os usuários durante as mudanças. Prever pelo menos um elevador de serviço com pé-direito alto e profundidade maior é um diferencial de valorização do imóvel.

Tecnologia a serviço da arquitetura

Definir o tamanho do elevador é uma etapa em que a engenharia e a arquitetura precisam caminhar juntas. A Otis, pioneira mundial no setor, oferece as ferramentas e a expertise necessárias para que seu projeto não apenas cumpra as normas, mas proporcione a melhor experiência de mobilidade para os futuros usuários.

Seja para um edifício residencial ou um arranha-céu corporativo, a escolha correta das dimensões impacta diretamente a satisfação do cliente final e na valorização do patrimônio.

Está na fase de projeto e precisa definir as dimensões exatas para os seus elevadores? Acesse o site e entre em contato com nossos especialistas para uma consultoria técnica personalizada.