Mesmo que você não pense muito sobre isso no dia a dia, tudo que existe ao seu redor possui uma história e um ponto de partida. O elevador, um equipamento que hoje consideramos trivial, é, na verdade, uma das invenções mais importantes para o desenvolvimento da civilização moderna. Sem ele, a imagem das nossas metrópoles, repletas de arranha-céus imponentes, simplesmente não existiria.
A história do elevador remonta a tempos muito mais antigos do que a maioria das pessoas imagina. Registros indicam que os primeiros mecanismos de elevação surgiram em 336 a.C., com referências a modelos rudimentares construídos pelo talentoso matemático e inventor grego Arquimedes.
Com o passar dos milênios e a chegada da Revolução Industrial, o elevador evoluiu de sistemas movidos a força humana e animal para a energia a vapor, culminando na eletricidade. Hoje, vivemos a era da conectividade. Conheça a seguir a trajetória completa dessa máquina fascinante e saiba como a Otis liderou cada uma dessas transformações.
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Embora Arquimedes seja creditado pela primeira menção técnica, a necessidade de elevar cargas pesadas acompanhou grandes civilizações. No Império Romano, por exemplo, o Coliseu utilizava um sistema complexo de cerca de 28 elevadores manuais para transportar gladiadores e animais selvagens da arena subterrânea até o nível do espetáculo.
Esses dispositivos eram operados por centenas de homens que giravam guindastes de madeira e cordas de cânhamo. No entanto, havia um problema crítico que impediu o uso em massa desses equipamentos por séculos: a segurança. Se a corda se rompesse, não haveria nada que impedisse a queda livre.
Com o advento da Revolução Industrial no século XVIII, a demanda por minérios e carvão exigiu métodos mais eficientes de transporte vertical. Foi neste período que surgiram os primeiros elevadores movidos a vapor. Embora fossem capazes de carregar toneladas, eles ainda eram considerados perigosos demais para o transporte de passageiros, sendo restritos a fábricas, minas e armazéns.
Os elevadores modernos, da forma como os conhecemos hoje, começaram a tomar forma apenas no século XIX. O grande desafio da época era a desconfiança do público. Foi então que, em 1852, durante a Feira Mundial no Crystal Palace, em Nova York, um inventor e industrial chamado Elisha Graves Otis mudou o curso da história urbana.
Elisha Otis realizou uma demonstração dramática: ele se posicionou em uma plataforma elevada a uma altura considerável e ordenou que cortassem a única corda que a sustentava. Em vez de despencar, a plataforma parou abruptamente após cair apenas alguns centímetros.
Isso foi possível graças ao seu invento: um freio de segurança (ou catraca de segurança) oculto. O sistema consistia em molas que, ao detectarem a ausência de tensão no cabo, disparavam travas metálicas em trilhos serrilhados laterais.
"Tudo seguro, cavalheiros, tudo seguro!" — Esta frase icônica de Otis marcou o nascimento da indústria moderna de elevadores e permitiu que o transporte de passageiros se tornasse uma realidade confiável.
Em 1853, a Otis foi fundada, tornando-se a maior empresa de elevadores do mundo. A invenção de Elisha Otis não foi apenas uma melhoria técnica: foi a chave que destravou o potencial arquitetônico das cidades.
Antes do elevador de segurança, os prédios eram limitados a cinco ou seis andares, pois subir escadas era exaustivo e os andares superiores eram desvalorizados. Com a tecnologia da Otis:
A história do elevador e a trajetória da Otis se fundem em um único caminho de inovação. Desde o primeiro modelo de segurança, a empresa nunca parou de evoluir. Veja os marcos que revolucionaram a experiência de transporte vertical:
A introdução da máquina de tração elétrica sem engrenagens superou os limites de altura. Isso permitiu que os elevadores atingissem velocidades maiores e atendessem edifícios com centenas de metros de altura com máxima suavidade.
Antigamente, cada elevador precisava de um operador manual. Com a chegada dos elevadores automáticos, a Otis eliminou a necessidade de um ascensorista, tornando o sistema mais ágil e acessível 24 horas por dia através de botões intuitivos.
A tecnologia avançou para controles microprocessados que reduzem o tempo de espera através de algoritmos inteligentes. Além disso, a substituição de cabos de aço convencionais por cintas de aço revestidas de poliuretano ofereceu o dobro de durabilidade e uma viagem muito mais silenciosa e eficiente em termos energéticos.
O Brasil também faz parte dessa história centenária. Em 1906, a Otis foi a responsável pela instalação do primeiro elevador do país, localizado no Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Na época, o palácio era a residência oficial da presidência e hoje é a do governador do estado.
O que torna este equipamento especial é a sua longevidade:
Atualmente, a história do elevador continua sendo escrita com foco na sustentabilidade. A Otis tem liderado o desenvolvimento de tecnologias verdes, como o sistema de regeneração de energia ReGen®.
Esses sistemas funcionam de forma semelhante aos carros híbridos: quando o elevador desce pesado ou sobe vazio, o motor atua como um gerador, capturando a energia que seria dissipada como calor e devolvendo-a para a rede elétrica do prédio. Isso pode gerar uma economia de até 75% no consumo de energia em comparação com sistemas convencionais.
Muita coisa mudou desde que Elisha Otis cortou aquela corda em 1852. Os elevadores deixaram de ser plataformas rudimentares para se tornarem dispositivos de alta tecnologia.
No entanto, o pilar central da Otis permanece inalterado: a segurança e a qualidade. Ao escolher a Otis, os clientes não estão apenas adquirindo um equipamento, mas um legado de quase dois séculos de engenharia de precisão.
A história do elevador é, em última análise, a história da ambição humana de alcançar o céu. Da engenhosidade de Arquimedes à visão disruptiva de Elisha Otis, cada passo foi fundamental para chegarmos ao nível de conforto e segurança que temos hoje.
Para saber mais sobre como a tecnologia de transporte vertical pode transformar o seu empreendimento, ou para entender as melhores práticas de manutenção e modernização, continue acompanhando o blog da Otis. Explore o futuro com quem inventou a segurança.
O inventor norte-americano Elisha Graves Otis é o responsável pela invenção do elevador de segurança em 1852. Ele criou um sistema de freios automático (catraca de segurança) que impedia a queda da cabina caso o cabo de tração se rompesse, revolucionando o transporte vertical.
Embora o modelo moderno seja do século XIX, os primeiros registros de mecanismos de elevação datam de 336 a.C., atribuídos ao matemático grego Arquimedes. Mais tarde, no Império Romano, o Coliseu utilizava cerca de 28 elevadores manuais para transportar gladiadores e animais.
O primeiro elevador do Brasil foi instalado pela Otis em 1906, no Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. O equipamento histórico permanece em funcionamento até hoje, tendo passado por uma modernização tecnológica em seu centenário (2006) para garantir os padrões de segurança atuais.
A invenção do elevador de segurança permitiu a verticalização das metrópoles e o surgimento dos arranha-céus. Antes dessa tecnologia, os edifícios eram limitados a 5 ou 6 andares. O elevador também inverteu a lógica imobiliária, transformando os andares mais altos (coberturas) nos espaços mais valorizados e luxuosos.
O sistema ReGen® é uma tecnologia sustentável que captura a energia gerada pelo elevador durante frenagens ou viagens com carga favorável (subir vazio ou descer pesado). Essa energia, que antes era dissipada como calor, é convertida em eletricidade e devolvida à rede do prédio, gerando uma economia de até 75% no consumo energético.